A Ana tem alma, equilíbrio e pés de bailarina.
A Lívia, Juliana e Alice possuem a facilidade de transformar cara de cansaço em cara de festa. São como fadas: retiram suas rugas em poucos minutos e te fazem se sentir melhor. São rainhas dos pincéis de maquiagem.
A Bruna faz contas melhor do que muitos homens, contrariando às estatísticas de que mulher é emoção e homem é razão. A Bruna é firme. Ja a imagino comandando um monte de peões em alguma construção.
O Diego tem voz de pássaro e consegue criar uma trilha sonora para cada situação. Ele é todo musical.
O Felipe tem jeito para os negócios, mas não gosta de escola. Prefere estudar sem rotina.
A Marcela deveria ter o sobrenome Superação. A cada dificuldade a menina se reinventa e faz melhor.
O Anderson é um em um milhão. Administrador, radialista, cozinheiro e ainda arranja tempo para ser o melhor pai do mundo.
A Isadora é criativa, sublime, radiante, feito uma artista.
A Amanda consegue trazer todas as pessoas para o seu redor, de tão brilhante que é.
A Gabriela é generosa e dedicada. É cheia de dons. Faz manufatura e me impressiona com tamanha facilidade.
E eu, que não sou nem bonita nem feia, talvez tenha o dom de palavrar.
20 de janeiro de 2013
14 de janeiro de 2013
amor à primeira parada
Preciso escrever sobre você antes que eu te esqueça.
Tenho medo de esquecer como é seu rosto. Tenho medo de não lembrar como você sorri.
Seu olhar é misterioso, calmo e nocivo. Seus olhos dizem coisas sem sentido, e eu procuro entender o que você quer dizer quando olha com a cara: "Gostei de você, mas prefiro me manter distante, pois meninas loucas costumam fazer estrago". E eu te olho como quem diz: "Não, me procura sim. Prometo não bater à sua porta em qualquer madrugada. Eu amadureci".
Quinze minutos foram o suficiente para saber muito sobre nós. Sobre você e eu. Assim mesmo, sou intensa. Não quero falar só de você, pois não sei quase nada sobre sua vida. Nem só sobre mim. É mais interessante falar de como podemos ser bons juntos.
Você fala sobre o conflito entre Israel e Palestina. Eu te falo sobre Nietzshe. A gente não quer expor nossos conhecimentos. Queremos dividi-los. Você me indica seus livros, eu te indico os meus. A vida que ninguém vê, pode ser a nossa. Você gosta.
E aí fico pensando como tornamos assuntos tão chatos em tão divertidos, naturais. Talvez seja porque abraçamos nossa pequena ignorância. E facilmente descobri que você é a razão e eu sou a emoção. Essas dualidades paradoxais sempre dão certo em novelas.
Não sei seu nome nem sobrenome. Você é meu desvio de conduta.
Aonde você mora?, pergunto. Na próxima parada, você diz. Então meu sangue escorre.
Você se vai. E por alguns segundos, meu coração certamente sorriu em paz.
Foi amor à primeira parada.
- este texto vai ter continuação. Eu espero.
Tenho medo de esquecer como é seu rosto. Tenho medo de não lembrar como você sorri.
Seu olhar é misterioso, calmo e nocivo. Seus olhos dizem coisas sem sentido, e eu procuro entender o que você quer dizer quando olha com a cara: "Gostei de você, mas prefiro me manter distante, pois meninas loucas costumam fazer estrago". E eu te olho como quem diz: "Não, me procura sim. Prometo não bater à sua porta em qualquer madrugada. Eu amadureci".
Quinze minutos foram o suficiente para saber muito sobre nós. Sobre você e eu. Assim mesmo, sou intensa. Não quero falar só de você, pois não sei quase nada sobre sua vida. Nem só sobre mim. É mais interessante falar de como podemos ser bons juntos.
Você fala sobre o conflito entre Israel e Palestina. Eu te falo sobre Nietzshe. A gente não quer expor nossos conhecimentos. Queremos dividi-los. Você me indica seus livros, eu te indico os meus. A vida que ninguém vê, pode ser a nossa. Você gosta.
E aí fico pensando como tornamos assuntos tão chatos em tão divertidos, naturais. Talvez seja porque abraçamos nossa pequena ignorância. E facilmente descobri que você é a razão e eu sou a emoção. Essas dualidades paradoxais sempre dão certo em novelas.
Não sei seu nome nem sobrenome. Você é meu desvio de conduta.
Aonde você mora?, pergunto. Na próxima parada, você diz. Então meu sangue escorre.
Você se vai. E por alguns segundos, meu coração certamente sorriu em paz.
Foi amor à primeira parada.
- este texto vai ter continuação. Eu espero.
17 de dezembro de 2012
Silêncio ensurdecedor
Estava até agora no shopping com meu pai. Na mesa ao lado da nossa, um casal moderno - até demais.
O homem mexia no celular como se não houvessa amanhã. A mulher olhava para os lados para disfarçar o tédio.
Durante vinte minutos, ele não disse uma palavra sequer. Não conversaram. Tampouco se olharam. Melhor se cada um tivesse saído para jantar sozinho.
O homem continuava vidrado no celular. Ele evitava o papo com sua companheira. Percebia-se nitidamente que não estavam brigados. Estavam sem papo. Sem amor. Sem nada. Quando o silêncio é ensurdecedor.
As fritas chegaram. E o que ouvi foi apenas o barulho da mastigada. Os olhos nem se fitaram.
Ele descansou o celular, pelo menos. Agora iria se distrair com a comida.
Enquanto ela com os olhos arregalados, mastigava a sua solidão.
O homem mexia no celular como se não houvessa amanhã. A mulher olhava para os lados para disfarçar o tédio.
Durante vinte minutos, ele não disse uma palavra sequer. Não conversaram. Tampouco se olharam. Melhor se cada um tivesse saído para jantar sozinho.
O homem continuava vidrado no celular. Ele evitava o papo com sua companheira. Percebia-se nitidamente que não estavam brigados. Estavam sem papo. Sem amor. Sem nada. Quando o silêncio é ensurdecedor.
As fritas chegaram. E o que ouvi foi apenas o barulho da mastigada. Os olhos nem se fitaram.
Ele descansou o celular, pelo menos. Agora iria se distrair com a comida.
Enquanto ela com os olhos arregalados, mastigava a sua solidão.
12 de dezembro de 2012
Um altar chamado felicidade
Eu sempre fui alheia à essa história de casamento. Nunca planejei e nem pensei no altar como objetivo de vida. Noivado então, acho mesmo que é uma instituição falida. Tsc.
Até o dia que minha amiga contou-me que ia casar e eu vi todas as minhas ideologias tão pragmáticas e nocivas decaírem. (Mas o que é a vida senão uma sequência de aprendizados e mudanças nada precavidas?)
Marcamos as duas um encontro no final do expediente, para colocar o papo em dia. Mas o que eu queria saber mesmo é como estava se sentindo minha amiga, que apesar da pouca idade, escolheu ter uma vida à dois. Isto significa acordar e dormir todos os dias - para sempre, talvez - com o escolhido.
Ela estava empolgadíssima. Contava sobre o buffet já definido e até os meros detalhes do momento em que ela entrará na pista de dança.(E isto é surpresa! Não ei de contar). Falava também sobre a decoração, o vestido e o "save the date", um pré-convite para o casamento, feito em forma de vídeo, onde o casal participa - tem script e tudo.
Os olhos dela brilhavam ao contar sobre o sonho. Até porque, ela e o noivo são donos de uma bela história de amor. Dessas de novela... onde a separação só serviu para mostrar que o destino de ambos estava entrelaçado - e não teve terceira pessoa, distância e diferença de idade que impedisse essa união.
E então, como não me exaltar - e emocionar - com todo o entusiasmo de alguém que eu tanto amo? Foi aí que meu coração, pela primeira vez, amoleceu ao falar sobre ca-sa-men-to. Sim, tenho que falar devagar. A palavra me assusta um pouco. Eu sei, talvez eu precise de um analista que me ajude a lidar com essa ocasião. OU, talvez um homem (que ainda não conheci) me faça mudar de opinião.
Eu acredito no amor, mas temo esse tal de "para sempre". E se eu casar um dia, mudarei todo o script da cerimônia. Como posso prometer "amar para toda vida"? Não posso jurar sentimento para sustentar a tradição. As vontades mudam, os sentimentos mudam.Os dias passam e transformam raiz em árvore, papel em livro. Casamento não é contrato amoroso. É fidelidade, companheirismo e união, enquanto durar - mesmo que seja um ano ou a vida inteira.
Nós somos humanos e por isso é natural que aconteça de agirmos por impulso ou exagero. A gente se engana, machuca e destrói. Depois recupera e baila com a vida de novo.
Só não vale enganar o próprio coração e nem manter algo para escorar uma convenção.
- Mas não posso negar que acho a coisa mais linda quando vejo um casal de velhinhos de mãos dadas caminhando!
É lindo e feito para durar, eu sei. E é por isso que casamento é o exercício constante de agrado e paciência. É a prática da conquista todos os dias, para não deixa esfriar. É a felicidade plena, com alguns tropeços e impecílios. Porque também é natural que nem tudo saia perfeito como o previsto.
O importante é saber que é sempre tempo de recomeçar. Tsc. Aqui estou eu aos dezenove recomeçando pela terceira vez neste ano, e ali está meu pai, aos cinquenta, recomeçando depois de nove anos, e sorrindo na janela da sala, me dizendo entre um trago e outro, todo entusiasmado: "Como é bom estar vivo para poder viver. Sua felicidade só depende de você"!*
ps: Que a união da minha amiga dure, porque tenho certeza que ela se esforçará para isso.
Até o dia que minha amiga contou-me que ia casar e eu vi todas as minhas ideologias tão pragmáticas e nocivas decaírem. (Mas o que é a vida senão uma sequência de aprendizados e mudanças nada precavidas?)
Marcamos as duas um encontro no final do expediente, para colocar o papo em dia. Mas o que eu queria saber mesmo é como estava se sentindo minha amiga, que apesar da pouca idade, escolheu ter uma vida à dois. Isto significa acordar e dormir todos os dias - para sempre, talvez - com o escolhido.
Ela estava empolgadíssima. Contava sobre o buffet já definido e até os meros detalhes do momento em que ela entrará na pista de dança.(E isto é surpresa! Não ei de contar). Falava também sobre a decoração, o vestido e o "save the date", um pré-convite para o casamento, feito em forma de vídeo, onde o casal participa - tem script e tudo.
Os olhos dela brilhavam ao contar sobre o sonho. Até porque, ela e o noivo são donos de uma bela história de amor. Dessas de novela... onde a separação só serviu para mostrar que o destino de ambos estava entrelaçado - e não teve terceira pessoa, distância e diferença de idade que impedisse essa união.
E então, como não me exaltar - e emocionar - com todo o entusiasmo de alguém que eu tanto amo? Foi aí que meu coração, pela primeira vez, amoleceu ao falar sobre ca-sa-men-to. Sim, tenho que falar devagar. A palavra me assusta um pouco. Eu sei, talvez eu precise de um analista que me ajude a lidar com essa ocasião. OU, talvez um homem (que ainda não conheci) me faça mudar de opinião.
Eu acredito no amor, mas temo esse tal de "para sempre". E se eu casar um dia, mudarei todo o script da cerimônia. Como posso prometer "amar para toda vida"? Não posso jurar sentimento para sustentar a tradição. As vontades mudam, os sentimentos mudam.Os dias passam e transformam raiz em árvore, papel em livro. Casamento não é contrato amoroso. É fidelidade, companheirismo e união, enquanto durar - mesmo que seja um ano ou a vida inteira.
Nós somos humanos e por isso é natural que aconteça de agirmos por impulso ou exagero. A gente se engana, machuca e destrói. Depois recupera e baila com a vida de novo.
Só não vale enganar o próprio coração e nem manter algo para escorar uma convenção.
- Mas não posso negar que acho a coisa mais linda quando vejo um casal de velhinhos de mãos dadas caminhando!
É lindo e feito para durar, eu sei. E é por isso que casamento é o exercício constante de agrado e paciência. É a prática da conquista todos os dias, para não deixa esfriar. É a felicidade plena, com alguns tropeços e impecílios. Porque também é natural que nem tudo saia perfeito como o previsto.
O importante é saber que é sempre tempo de recomeçar. Tsc. Aqui estou eu aos dezenove recomeçando pela terceira vez neste ano, e ali está meu pai, aos cinquenta, recomeçando depois de nove anos, e sorrindo na janela da sala, me dizendo entre um trago e outro, todo entusiasmado: "Como é bom estar vivo para poder viver. Sua felicidade só depende de você"!*
ps: Que a união da minha amiga dure, porque tenho certeza que ela se esforçará para isso.
5 de novembro de 2012
O aprendizado é contínuo e eterno
Para Ana Paula, Ana Clara e Carol.
Extensivo às priminhas Alice e Bárbara.
No baixo dos meus 19 anos, não tenho muito a ensinar, é verdade.
Sou tão criança quanto vocês. A maturidade não me tirou o gosto infantil por não levar a vida tão a sério.
Escrevo-lhes imaginando que a adolescência de vocês será muito mais moderna que a minha foi e por isso, é necessário sabedoria para não perder os princípios e valores que nossa família tanto preza.
Quando aprenderem a assimilar as palavras, certamente seus pais irão te mostrar essa carta, feita em um tempo onde o mundo anda de cabeça para baixo. Tempo este em que o papel e o lápis foram praticamente extintos. Imagine como será na época de vocês. De qualquer forma, estarei ao lado de cada uma - mesmo que de longe.
***
Um pouco do pouco que aprendi:
- Para conquistar algo que deseja, é preciso lutar. Mas, por favor, nada de querer passar por cima do colega ao lado. Lute contra você mesma. Lute contra sua solidão, seu orgulho. Lute contra seu pessimismo e ostracismo. Lute pelas causas que lhe tocam o coração, que sejam, definitivamente, boas para o restante do mundo - não só para você.
- Viage! Troque de corpo, endereço e de opiniões quando julgar necessário. Não tenha medo do futuro nem da sua própria mente. Não se prenda a um único universo. Liberte-se do senso comum. Faça aquilo que ninguém fez. Suas ideias te levarão a lugares inimagináveis.
- Aprenda que cada um tem sua forma de amar - e de demonstrar esse sentimento tão sublime. Seu namorado não te manda buquê de flores no aniversário? Mas ele te chama para acompanhá-lo ao maracanã para ver, convicto, a vitória do seu time. Ele quer partilhar uma grande alegria com você. Isso é uma forma de amar. Nem todas as declarações são como aquelas que vemos em filmes de romance. Cada ser humano tem sua forma única de nos surpreender. E essa é a graça: há muitas possibilidades de ser feliz.
- Aprenda a viver com as pessoas ao seu redor e aceitá-las. Tá certo, ninguém é obrigado a conviver com gente mesquinha, mal humorada e fofoqueira. Mas suportar alguns defeitos do outro pode ser a maior prova de humanidade. Precisamos entender que cada pessoa tem sua história, seu trauma, seus anseios. Cada pessoa tem sua criação, diferente da sua, aliás. É mágico ter amigos de todas as tribos. É um aprendizado incessante.
- Leia! Leia! Leia! Leia muito. Leia tudo!
- Não jogue lixo no chão. O respeito não é restrito ao seres humanos. Respeite a natureza e o ar que ela nos proporciona.
- Ame os animais. Não maltrate-os.
- Reze! Converse com Deus. Peça saúde, sabedoria e amor.
(Ah... há mais de 8 anos, faço, todos os dias, a seguinte oração: "Anjinho da Guarda, minha doce companhia, não me desampare, nem de noite, nem de dia"). Aprendi essa prece bem novinha e a levei comigo.
- Por fim, respeite não só os mais velhos, assim como os mais novos. Respeite àqueles que estão no mesmo ou abaixo do seu patamar de maturidade.
Tenha fé.
Algumas observações:
Ontem a Ana Clara disse para mim no chat do facebook (aliás, muito nova para já ter redes sociais, hein): "Mana, quero ser adivogada".
Eu ri. Não porque escreveu o nome da profissão de forma errônea - 4 aninhos, nós damos um desconto - . Ri porque há 15 dias você me disse ao telefone que gostaria de ser "degustadora de bebidas, tipo, café, leite, suco, ...". Fiquei pensando de onde você tirou isso. Risos.
No entanto, sua primeira opção sempre foi "vou ser bailarina".
Ana Paula desde que aprender a falar, decidiu ser médica, talvez por intermédio da mãe. Se mudar de ideia, será bem vinda ao clube do restante do mundo que muda de ideia uma vez e sempre. E claro, apoiarei.
A Carolina já me disse que quer ser atleta. Ou veterinária. "Quero cuidar dos bichinhos", me disse certa vez quando perguntei o que faria quando se tornasse adulta.
- Ter sonhos é a única forma de nos mantermos vivos sem desistir de viver.
Com amor,
Camila
Primavera de 2012
Extensivo às priminhas Alice e Bárbara.
No baixo dos meus 19 anos, não tenho muito a ensinar, é verdade.
Sou tão criança quanto vocês. A maturidade não me tirou o gosto infantil por não levar a vida tão a sério.
Escrevo-lhes imaginando que a adolescência de vocês será muito mais moderna que a minha foi e por isso, é necessário sabedoria para não perder os princípios e valores que nossa família tanto preza.
Quando aprenderem a assimilar as palavras, certamente seus pais irão te mostrar essa carta, feita em um tempo onde o mundo anda de cabeça para baixo. Tempo este em que o papel e o lápis foram praticamente extintos. Imagine como será na época de vocês. De qualquer forma, estarei ao lado de cada uma - mesmo que de longe.
***
Um pouco do pouco que aprendi:
- Para conquistar algo que deseja, é preciso lutar. Mas, por favor, nada de querer passar por cima do colega ao lado. Lute contra você mesma. Lute contra sua solidão, seu orgulho. Lute contra seu pessimismo e ostracismo. Lute pelas causas que lhe tocam o coração, que sejam, definitivamente, boas para o restante do mundo - não só para você.
- Viage! Troque de corpo, endereço e de opiniões quando julgar necessário. Não tenha medo do futuro nem da sua própria mente. Não se prenda a um único universo. Liberte-se do senso comum. Faça aquilo que ninguém fez. Suas ideias te levarão a lugares inimagináveis.
- Aprenda que cada um tem sua forma de amar - e de demonstrar esse sentimento tão sublime. Seu namorado não te manda buquê de flores no aniversário? Mas ele te chama para acompanhá-lo ao maracanã para ver, convicto, a vitória do seu time. Ele quer partilhar uma grande alegria com você. Isso é uma forma de amar. Nem todas as declarações são como aquelas que vemos em filmes de romance. Cada ser humano tem sua forma única de nos surpreender. E essa é a graça: há muitas possibilidades de ser feliz.
- Aprenda a viver com as pessoas ao seu redor e aceitá-las. Tá certo, ninguém é obrigado a conviver com gente mesquinha, mal humorada e fofoqueira. Mas suportar alguns defeitos do outro pode ser a maior prova de humanidade. Precisamos entender que cada pessoa tem sua história, seu trauma, seus anseios. Cada pessoa tem sua criação, diferente da sua, aliás. É mágico ter amigos de todas as tribos. É um aprendizado incessante.
- Leia! Leia! Leia! Leia muito. Leia tudo!
- Não jogue lixo no chão. O respeito não é restrito ao seres humanos. Respeite a natureza e o ar que ela nos proporciona.
- Ame os animais. Não maltrate-os.
- Reze! Converse com Deus. Peça saúde, sabedoria e amor.
(Ah... há mais de 8 anos, faço, todos os dias, a seguinte oração: "Anjinho da Guarda, minha doce companhia, não me desampare, nem de noite, nem de dia"). Aprendi essa prece bem novinha e a levei comigo.
- Por fim, respeite não só os mais velhos, assim como os mais novos. Respeite àqueles que estão no mesmo ou abaixo do seu patamar de maturidade.
Tenha fé.
Algumas observações:
Ontem a Ana Clara disse para mim no chat do facebook (aliás, muito nova para já ter redes sociais, hein): "Mana, quero ser adivogada".
Eu ri. Não porque escreveu o nome da profissão de forma errônea - 4 aninhos, nós damos um desconto - . Ri porque há 15 dias você me disse ao telefone que gostaria de ser "degustadora de bebidas, tipo, café, leite, suco, ...". Fiquei pensando de onde você tirou isso. Risos.
No entanto, sua primeira opção sempre foi "vou ser bailarina".
Ana Paula desde que aprender a falar, decidiu ser médica, talvez por intermédio da mãe. Se mudar de ideia, será bem vinda ao clube do restante do mundo que muda de ideia uma vez e sempre. E claro, apoiarei.
A Carolina já me disse que quer ser atleta. Ou veterinária. "Quero cuidar dos bichinhos", me disse certa vez quando perguntei o que faria quando se tornasse adulta.
- Ter sonhos é a única forma de nos mantermos vivos sem desistir de viver.
Com amor,
Camila
Primavera de 2012
4 de novembro de 2012
Olha, desculpa...
Olha, me desculpa, mas não tente ser meu amigo.
Você atrasou minha vida e meus mais mirabolantes planos.
Meus pais irão te agradecer por ter colocado meus pés no chão. Sinto muito, de nada adiantou.
Você atrasou meu jantar e minha história vivida. Me fez chorar durantes algumas noites consecutivas. Eu precisei de algumas doses de amor próprio e rivotril para me livrar da sua sombra. Agora que aprendi a me virar sozinha, não tente tocar de novo na minha ferida.
Olha, desculpa a minha sinceridade. Aliás, que mundo é este que vivemos onde temos que pedir desculpas por sermos sinceros? Caramba. O mesmo mundo onde existem pessoas que negam sentimentos, por exemplo, você.
Ok, desculpa a minha falta de senso, meu vestido curto e minhas verdades cruas. Sei que não sou fácil de engolir, que a melhor forma de me abolir é rir - de mim.
Você conhece como ninguém esse meu ponto fraco. Não gosto que as pessoas riam de mim. Sei lá, não sou palhaça. Me leve a sério!
Não, não me peça para manter um relacionamento aberto. Eu não-sou-moderna-assim. Não tenho instagram e ainda uso fita nas madeixas.
Sim, eu sei que sua família ri do meu cabelo vermelho e seus amigos dizem que tenho cara de biscate.
Se eu fosse menos você me aceitaria. Não deve ser fácil viver com um trovão. Com um vulcão prestes a entrar em erupção.
Se eu fosse menos maluca, menos possessiva, menos divertida.
Talvez eu devesse ser como essas meninas sem opinião própria que acham graça de piadas de mulher no volante e loira burra.
Talvez eu devesse ser tapada e aceitar sua omissão. Você certamente iria gostar.
Mas olha, me desculpa, minha personalidade permanecerá intacta.
Não, eu não vou te esperar. Amor é presença e não uma interminável espera.
Eu disse que te amo, é verdade. Mas sei que você não retribui. Claro que não vou te obrigar a me amar. Ou você ama ou não. Não tem essa de que o amor vem com o tempo. O encontro de almas é um só. Se naquele momento, não deu. Já era. Bye.
Pior é quando as almas se encontram e um dos dois não quer aceitar. Que babaca você. Quando eu me mudar cê vai se arrepender, eu sei.
A gente passa a vida inteira esperando por alguém que não existe, porque nossa eterna tolice (indiscutivelmente humana) insiste em tomar conta.
Não vou pedir esmola ao seu amor. Não, não é orgulho.
É aquele brega do amor próprio que todo mundo diz que tem, mas quando se apaixona perde de vista em alguma esquina.
Já me encontrei. É sua vez de escolher, vem ou não vem?
Você atrasou minha vida e meus mais mirabolantes planos.
Meus pais irão te agradecer por ter colocado meus pés no chão. Sinto muito, de nada adiantou.
Você atrasou meu jantar e minha história vivida. Me fez chorar durantes algumas noites consecutivas. Eu precisei de algumas doses de amor próprio e rivotril para me livrar da sua sombra. Agora que aprendi a me virar sozinha, não tente tocar de novo na minha ferida.
Olha, desculpa a minha sinceridade. Aliás, que mundo é este que vivemos onde temos que pedir desculpas por sermos sinceros? Caramba. O mesmo mundo onde existem pessoas que negam sentimentos, por exemplo, você.
Ok, desculpa a minha falta de senso, meu vestido curto e minhas verdades cruas. Sei que não sou fácil de engolir, que a melhor forma de me abolir é rir - de mim.
Você conhece como ninguém esse meu ponto fraco. Não gosto que as pessoas riam de mim. Sei lá, não sou palhaça. Me leve a sério!
Não, não me peça para manter um relacionamento aberto. Eu não-sou-moderna-assim. Não tenho instagram e ainda uso fita nas madeixas.
Sim, eu sei que sua família ri do meu cabelo vermelho e seus amigos dizem que tenho cara de biscate.
Se eu fosse menos você me aceitaria. Não deve ser fácil viver com um trovão. Com um vulcão prestes a entrar em erupção.
Se eu fosse menos maluca, menos possessiva, menos divertida.
Talvez eu devesse ser como essas meninas sem opinião própria que acham graça de piadas de mulher no volante e loira burra.
Talvez eu devesse ser tapada e aceitar sua omissão. Você certamente iria gostar.
Mas olha, me desculpa, minha personalidade permanecerá intacta.
Não, eu não vou te esperar. Amor é presença e não uma interminável espera.
Eu disse que te amo, é verdade. Mas sei que você não retribui. Claro que não vou te obrigar a me amar. Ou você ama ou não. Não tem essa de que o amor vem com o tempo. O encontro de almas é um só. Se naquele momento, não deu. Já era. Bye.
Pior é quando as almas se encontram e um dos dois não quer aceitar. Que babaca você. Quando eu me mudar cê vai se arrepender, eu sei.
A gente passa a vida inteira esperando por alguém que não existe, porque nossa eterna tolice (indiscutivelmente humana) insiste em tomar conta.
Não vou pedir esmola ao seu amor. Não, não é orgulho.
É aquele brega do amor próprio que todo mundo diz que tem, mas quando se apaixona perde de vista em alguma esquina.
Já me encontrei. É sua vez de escolher, vem ou não vem?
3 de novembro de 2012
amor não se pede
Não mendigue amor e nem obrigue alguém a doar mais do que tem. Se ame primeiro se quiser ser digna de ser amada.
(Quando falamos de amor sincero atribuímos logo esse sentimento à nossa mãe, ao nosso pai ou nossos irmãos (ou um amigo quase irmão). Também ao nosso cachorro. Afinal, são esses os seres que nos amam incondicionalmente, mesmo quando acordamos com o cú virado para a lua achando que a vida não tem nada de bela e assim, descontamos nossas frustrações no primeiro que olhar.
Uma coisa é certa: Eles não vão te amar menos porque você acordou num dia ruim).
***
A situação complica quando trata-se de alguém que a gente escolheu por apelo amoroso ou sexual. A gente se ilude com os começos, com as demoradas ligações, com a tolerância, com a mensagem de bom dia, com os sorrisos gostosos e as declarações ao pé do ouvido.
Os começos são sempre lindos, é verdade. Neles, não há defeitos evidentes, ninguém acorda com remela e sem maquiagem, o outro é bom em tudo que faz e parece ser diferente de todos aqueles que você já conheceu.
E aí você fica eternamente iludida e presa nesse começo que já virou meio e fim.
Sim, as pessoas mudam, mas não avisam. Você é que tem que perceber. Não tem bola de cristal, é questao de experiência e maturidade.
Você percebe pelos sinais, pelas ligações rápidas, pelos sumiços repentinos e pelos olhares evitados. Ou talvez você não perceba e pense que é só uma fase dele, que vai passar, que tudo vai voltar ao normal e vocês vão ser felizes como foram lá naquele dito começo. Não, não vão. Pelo menos, se estivermos falando de sentimentos acabados, não tem a mínima chance.
O coração é instável e traiçoeiro. E engana a nós, que nos consideramos donos dele.
É dificil aceitar, eu sei. A gente sente vontade de gritar, xingar, pegar pelo braço e fazer com que ele volte. Mas nada vai adiantar.
Não mendigue amor, por favor.
Não queira estar com alguém por pena ou por comodismo. Nem por carência ou falta de opção.
Não se engane e não se deixe ser enganada.
Aceite que você perdeu. Nem sempre ganhamos. Nem sempre somos os donos da verdade. Não somos sempre charmosos e irresistíveis. Nem sempre fortes e indestrutíveis.
Não corra atrás como se esse alguém fosse a última pessoa do mundo capaz de te fazer feliz. Porque não, não é. Se fosse, não haveria tantas dúvidas nem tantas mentiras.
Amor não é solidão à dois.
Amor não se pede. A gente ganha e retribui todos os dias incessantemente - sem pedir nada em troca nem ter que insistir por isso.
(Quando falamos de amor sincero atribuímos logo esse sentimento à nossa mãe, ao nosso pai ou nossos irmãos (ou um amigo quase irmão). Também ao nosso cachorro. Afinal, são esses os seres que nos amam incondicionalmente, mesmo quando acordamos com o cú virado para a lua achando que a vida não tem nada de bela e assim, descontamos nossas frustrações no primeiro que olhar.
Uma coisa é certa: Eles não vão te amar menos porque você acordou num dia ruim).
***
A situação complica quando trata-se de alguém que a gente escolheu por apelo amoroso ou sexual. A gente se ilude com os começos, com as demoradas ligações, com a tolerância, com a mensagem de bom dia, com os sorrisos gostosos e as declarações ao pé do ouvido.
Os começos são sempre lindos, é verdade. Neles, não há defeitos evidentes, ninguém acorda com remela e sem maquiagem, o outro é bom em tudo que faz e parece ser diferente de todos aqueles que você já conheceu.
E aí você fica eternamente iludida e presa nesse começo que já virou meio e fim.
Sim, as pessoas mudam, mas não avisam. Você é que tem que perceber. Não tem bola de cristal, é questao de experiência e maturidade.
Você percebe pelos sinais, pelas ligações rápidas, pelos sumiços repentinos e pelos olhares evitados. Ou talvez você não perceba e pense que é só uma fase dele, que vai passar, que tudo vai voltar ao normal e vocês vão ser felizes como foram lá naquele dito começo. Não, não vão. Pelo menos, se estivermos falando de sentimentos acabados, não tem a mínima chance.
O coração é instável e traiçoeiro. E engana a nós, que nos consideramos donos dele.
É dificil aceitar, eu sei. A gente sente vontade de gritar, xingar, pegar pelo braço e fazer com que ele volte. Mas nada vai adiantar.
Não mendigue amor, por favor.
Não queira estar com alguém por pena ou por comodismo. Nem por carência ou falta de opção.
Não se engane e não se deixe ser enganada.
Aceite que você perdeu. Nem sempre ganhamos. Nem sempre somos os donos da verdade. Não somos sempre charmosos e irresistíveis. Nem sempre fortes e indestrutíveis.
Não corra atrás como se esse alguém fosse a última pessoa do mundo capaz de te fazer feliz. Porque não, não é. Se fosse, não haveria tantas dúvidas nem tantas mentiras.
Amor não é solidão à dois.
Amor não se pede. A gente ganha e retribui todos os dias incessantemente - sem pedir nada em troca nem ter que insistir por isso.
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